PRECONCEITOS…OPINIÕES FORMADAS

Achei que eu ia sofrer mais preconceito.

Não que eu não sofri, muito pouco ou quase nada. Me lembro só de 2 situações pontuais, mas que não me atingiram porque foram com pessoas que não têm nenhum vínculo mais profundo comigo. Sem contar que eu senti que foi muito espontâneo, não foi proposital com intuito de me atingir diretamente. Falar para as pessoas no começo não foi fácil, eu acho até que eu tinha um pouco de receio de arranhar aquela imagem de executiva de multinacional, certinha, trabalhadora, responsável.

Depois que esgotei todas as explicações necessárias para a família e conscientizei todos sobre as etapas do processo que eu fiz e ainda ia fazer, comecei a exercitar meu discurso para contar aos meus colegas de trabalho, chefe e amigos não tão próximos. Foram algumas semanas de suspense, frio na barriga e medo de algum tipo de rejeição. No fundo, parando para pensar, é uma bobagem encanar com isso. Demorei um tempo pra entender que a profissional Bettina vai continuar do mesmo jeito, trabalhando e entregando resultados. O que vai mudar é a forma de lidar com trabalho e com o tempo que sobra dele. Otimizar todas as atividades da sua vida para que se encaixe da melhor maneira possível, sem prejudicar nada.

Uma dica que dou para quem tem receio de contar para sua empresa é que conte com seu coração. Nada mais autêntico e convincente do que a voz do seu coração. Se é uma vontade sua, que seja respeitada então. A maternidade independente não chega de uma hora para outra… Chega devagar, sedimentada e bem resolvida internamente. Por isso, você se convencendo disso vai convencer os outros, com certeza.

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