Seguro de vida: você precisa pensar nisso

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Decidir ser mãe é assumir responsabilidades que vão além do dia a dia de uma criança. Nessa hora, entra em pauta a necessidade de um planejamento financeiro mais específico, voltado principalmente para a segurança dos pequenos, no presente e no futuro.

Se até agora você não tem um seguro de vida ou de acidentes, o momento em que decidiu ter um filho – especialmente se for de forma independente — é o ideal para você pensar em mudar essa situação.

Escolher um seguro, porém, é uma tarefa que exige muita pesquisa e, de preferência a consultoria de um especialista em finanças pessoais.

Isso evita a opção por um produto que não atenda as suas necessidades.

Como escolher

Existem diversos pontos que devem ser considerados na escolha de um seguro: sua profissão, tipo contratação trabalhista, hábitos, pré-disposição para doenças etc.

“Se falamos de uma mulher jovem, é possível pensar em uma cobertura maior para acidentes e menor para seguro de vida. Em outro caso, se ela é contratada por CLT, por exemplo, o INSS pagará até 60% do salário em caso de invalidez, portanto a cobertura não precisará ser tão alta”, exemplifica o consultor em finanças Fernando Marrocco, do Bolso Forte.

O valor da apólice deverá ser calculado de forma que o valor da indenização sirva para cobrir a renda mensal completa, uma parte, ou apenas os gastos da família. A decisão vai depender de cada caso.

Segundo o especialista, para chegar ao valor o correto não é preciso calcular o “dinheiro a ser recebido x o tempo que ele terá que durar”, como muitos imaginam.

Mais importante, diz ele, é pensar qual investimento poderá gerar uma rentabilidade igual ao valor que família precisará para manter o mesmo padrão de vida.

“O investimento pode ser até na poupança, por exemplo. Tudo deve ser pensado de acordo com a rentabilidade e a liquidez necessária para a família.”

Fique atenta às modalidades oferecidas pelas seguradoras. Há o seguro que garante o financiamento de um imóvel na hipótese de falecimento do consumidor. Outro é o educacional, que cobre despesas com instrução de dependentes em caso de morte do segurado.

Veja essas dicas:

  • Na hora de pesquisar, dê preferência a corretoras independentes. Os bancos fazem a comercialização dos produtos por meio de seguradoras e têm acesso a um número grande de clientes, por isso não precisam se preocupar em oferecer preços competitivos. O resultado é que o consumidor acaba pagando muito mais;
  • O padrão de vida da família mudou ou houve mudanças na economia do país? Fique atenta à hora de reajustar o seguro para a nova realidade e evitar uma apólice defasada;
  • Se você tiver uma doença preexistente, informe de antemão à seguradora, para evitar que ela recuse a indenização;
  • Se você faz parte de uma empresa que oferece plano coletivo, procure se informar se ele atende às suas necessidades ou se é melhor fazer um seguro individual;
  • Contar com um profissional em seguros ou finanças pessoais pode evitar equívocos na hora da contratação. Lembre-se de que o barato pode acabar saindo caro no futuro.